quinta-feira, 6 de março de 2025

Nova Regra Permite Fiagro com Variedade Ampliada de Ativos

 Nova Regra Permite Fiagro com Variedade Ampliada de Ativos

O mercado de investimentos no agronegócio brasileiro acaba de ganhar um importante reforço com a entrada em vigor de novas regras para os Fundos de Investimento das Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro). A regulamentação amplia a gama de ativos que podem compor as carteiras desses fundos, tornando-os ainda mais atrativos para investidores e promovendo maior dinamismo no financiamento da produção agropecuária nacional.

Expansão do Leque de Investimentos

Com a nova regulamentação, os Fiagros agora podem operar com:

  • Cédula de Produto Rural (CPR), tanto física quanto financeira;
  • Exploração de imóveis rurais, permitindo o arrendamento e a valorização de propriedades agropecuárias;
  • Aquisição de participações em sociedades da cadeia produtiva do agronegócio;
  • Créditos de carbono do agronegócio e de descarbonização, expandindo a sustentabilidade do setor.

Essa diversificação possibilita que os investidores tenham acesso a um portfólio mais amplo, equilibrando riscos e potencializando retornos financeiros.

Regulação e Segurança para o Mercado

A nova regra foi consolidada por meio da Resolução 214 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), incorporada ao novo marco regulatório dos fundos de investimento. Esse avanço dá mais segurança jurídica aos investidores e incentiva a ampliação desse modelo de captação de recursos para o agronegócio.

Criado pela Lei 14.130/2021, o Fiagro já vinha apresentando crescimento expressivo, mas a regulamentação ainda era restritiva. Com essa evolução, os fundos poderão atuar de forma mais dinâmica, garantindo acesso a diferentes segmentos da cadeia produtiva agropecuária.

Crescimento do Fiagro no Brasil

A indústria de Fiagros tem se consolidado como uma das principais opções para o financiamento do setor agropecuário. Entre dezembro de 2022 e dezembro de 2024, o crescimento foi de impressionantes 315%, com o patrimônio líquido dos fundos saltando de R$ 10,5 bilhões para R$ 43,7 bilhões. Somente no último ano, houve um aumento de 39% no número de Fiagros operacionais, com 133 fundos ativos registrados na CVM.

Esse crescimento reforça o potencial da modalidade como alternativa ao crédito rural tradicional, reduzindo a dependência de financiamento estatal e permitindo que o agronegócio tenha acesso a recursos de forma mais ágil e menos burocrática.

Impacto para o Investidor e para o Agronegócio

A flexibilização das regras amplia o apelo dos Fiagros tanto para investidores institucionais quanto para pessoas físicas interessadas no setor agropecuário. Com maior variedade de ativos disponíveis, os fundos poderão oferecer diferentes estratégias de investimento, ajustadas ao perfil e objetivos dos participantes.

Para o agronegócio, a principal vantagem é o aumento da liquidez no mercado de crédito, tornando o financiamento da produção mais acessível e sustentável. Além disso, a possibilidade de negociação de créditos de carbono abre caminho para o fortalecimento de práticas agrícolas mais sustentáveis e para uma maior inserção do Brasil no mercado global de descarbonização.

A nova regulamentação dos Fiagros representa um avanço significativo para o financiamento do agronegócio brasileiro. Ao permitir uma maior diversificação dos ativos, a medida fortalece o setor, estimula novos investimentos e reduz a dependência de crédito estatal. Com um crescimento robusto nos últimos anos, os Fiagros se consolidam como uma ferramenta essencial para a modernização e expansão do agronegócio nacional.

Referências

  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • Lei 14.130/2021
  • Relatórios de mercado sobre Fiagros e financiamento agropecuário

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BNDES Retoma Crédito Rural e Mercado Segue em Alerta para 2024/25

 BNDES Retoma Crédito Rural e Mercado Segue em Alerta para 2024/25

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) retomou as contratações de financiamento agrícola do Plano Safra 2024/25 no dia 6 de março, após uma suspensão temporária iniciada em fevereiro. A liberação dos recursos ocorre em meio a um cenário de incertezas, onde produtores enfrentam desafios relacionados a juros elevados e restrição orçamentária.

Crédito Rural: O Que Mudou?

A suspensão do financiamento havia gerado apreensão no setor agropecuário, especialmente porque algumas linhas de crédito já se encontravam próximas do esgotamento. Para viabilizar a retomada, o governo autorizou um crédito extraordinário de R$ 4,17 bilhões, garantindo a continuidade das operações.

No entanto, os recursos disponíveis ainda são limitados. Estima-se que cerca de R$ 50 bilhões em crédito rural permaneçam disponíveis até junho, sendo que algumas modalidades, como Custeio Empresarial e PCA Grãos, ainda contam com saldo, enquanto outras já atingiram o teto orçamentário.

A Posição dos Bancos e Cooperativas

Diante da suspensão parcial, bancos e cooperativas financeiras já haviam antecipado a retomada das contratações desde 25 de fevereiro. O Banco do Brasil, maior operador de crédito rural do país, desembolsou R$ 2,2 bilhões no período de paralisação, mantendo um ritmo acelerado de liberação de recursos. Atualmente, o banco já executou 65% do orçamento destinado ao Plano Safra.

Desafios e Perspectivas para o Setor

Apesar da reabertura do crédito, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta entraves significativos:

  • Taxas de juros elevadas, que comprometem a rentabilidade dos produtores e limitam novos investimentos;
  • Burocracia excessiva, que atrasa a liberação dos recursos e dificulta o acesso de pequenos e médios produtores;
  • Esgotamento de algumas linhas de financiamento, que pode prejudicar setores estratégicos, como a pecuária e o plantio de grãos.

Para que o crédito rural continue sendo um motor do crescimento agrícola, especialistas defendem reformas estruturais na política de financiamento, tornando o processo mais ágil e menos dependente de aportes emergenciais.

Considerações Finais

A retomada das contratações pelo BNDES é um alívio para o setor, mas evidencia a fragilidade do modelo atual de crédito rural. Sem um planejamento financeiro sustentável e políticas que reduzam a dependência de subsídios governamentais, produtores continuarão expostos a ciclos de incerteza que afetam a competitividade do agronegócio brasileiro.

Referências

  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
  • Plano Safra 2024/25
  • Relatórios do Banco Central sobre crédito rural

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Litigância Predatória: Um Risco para a Justiça e o Setor Financeiro

 Litigância Predatória: Um Risco para a Justiça e o Setor Financeiro

O sistema judiciário brasileiro enfrenta um fenômeno preocupante: a litigância predatória, caracterizada pelo uso abusivo do Judiciário para obter vantagens indevidas. O problema tem gerado prejuízos bilionários, especialmente no setor financeiro, e levado magistrados a adotarem medidas mais rígidas para conter fraudes e manipulações processuais.

O Caso das Ações Fraudulentas em Caxias (MA)

Recentemente, o juiz Sales Leite, da 2ª Vara Cível de Caxias (MA), determinou a suspensão de centenas de processos contra instituições financeiras devido à suspeita de fraude. As ações alegavam irregularidades em contratos de empréstimos consignados, incluindo cobranças indevidas e inclusão indevida de consumidores em cadastros de inadimplentes.

No entanto, as investigações apontaram que muitas dessas ações foram movidas sem o conhecimento real dos supostos clientes. Foram detectadas procurações falsas, fraudes documentais e captação indevida de clientes, evidenciando um esquema organizado para obter vantagens indevidas dos bancos.

Impacto Econômico e Jurídico

De acordo com estimativas, em 2020, apenas dois tipos de demandas no âmbito do consumidor custaram R$ 10,7 bilhões ao sistema financeiro. A multiplicação de ações infundadas não apenas sobrecarrega o Judiciário, mas também encarece o crédito para todos os consumidores, uma vez que as instituições financeiras repassam parte dos custos das disputas judiciais para os produtos e serviços oferecidos ao público.

Diante disso, a decisão do juiz Sales Leite baseou-se na Recomendação 159/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta magistrados a tomarem medidas contra abusos processuais e fraudes judiciais.

A Reação do Setor Financeiro

As instituições financeiras, principais alvos dessas ações abusivas, têm buscado se reunir com magistrados e desembargadores para apresentar provas das fraudes e condutas indevidas. O objetivo é estabelecer medidas preventivas e garantir que a litigância predatória não se torne um modelo de negócios para advogados mal-intencionados.

Bancos e demais empresas afetadas têm investido em compliance jurídico e ferramentas de inteligência artificial para identificar padrões de fraudes e agir preventivamente contra processos indevidos. A tecnologia, aliada à atuação mais rígida dos tribunais, pode ser um fator decisivo para conter esse tipo de distorção no sistema judiciário.

A litigância predatória representa uma ameaça séria ao equilíbrio do sistema de Justiça e ao setor financeiro, distorcendo o propósito do Judiciário e sobrecarregando as cortes com demandas fraudulentas. A resposta firme dos tribunais, aliada ao uso de tecnologia para identificar padrões abusivos, pode ser a chave para reduzir esse problema e garantir que o direito de acesso à Justiça seja exercido de maneira legítima e responsável.

Referências

  • Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
  • Relatórios de impacto financeiro do setor bancário
  • Decisões judiciais sobre litigância predatória

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FitBank, JP Morgan e o Escândalo das Bets Ilegais

 FitBank, JP Morgan e o Escândalo das Bets Ilegais

O sistema financeiro brasileiro está sob escrutínio após a revelação de que o FitBank, uma instituição de pagamento que conta com participação acionária do JP Morgan, tem sido utilizado como intermediário em transações financeiras para sites de apostas ilegais. O caso levanta preocupações sobre a regulação do setor e a responsabilidade das instituições na prevenção de atividades ilícitas.

O Envolvimento do FitBank

Investigações identificaram que pelo menos sete sites de apostas, todos ligados à empresa Latin Pay Ltda., utilizaram o FitBank como intermediário financeiro. A empresa, de propriedade de investidores chineses, tem sido um dos principais canais de transações para operações que não possuem autorização do Ministério da Fazenda para atuar no Brasil.

Além do FitBank, outros oito players do setor financeiro foram identificados operando de maneira semelhante, facilitando pagamentos e movimentações de fundos para 136 sites de apostas ilegais.

A Responsabilidade do JP Morgan

A participação do JP Morgan, maior banco dos Estados Unidos, no FitBank adiciona um novo nível de complexidade ao caso. Embora o banco americano não esteja diretamente envolvido nas transações, o fato de ser acionista de uma instituição ligada a práticas irregulares coloca sua governança e mecanismos de compliance em xeque. A questão central é: o JP Morgan desconhecia as atividades do FitBank ou houve negligência na supervisão dos seus investimentos?

Esse episódio expõe a fragilidade dos sistemas de monitoramento e compliance de instituições financeiras que lidam com meios de pagamento digitais, um setor cada vez mais visado por operadores de apostas ilegais e crimes financeiros.

O Problema da Regulação do Setor

O mercado de apostas esportivas no Brasil tem crescido exponencialmente, mas ainda carece de uma regulação clara e eficaz. Apesar de projetos em andamento no Congresso, a atuação de empresas sem autorização continua sendo um problema. O caso do FitBank evidencia a necessidade urgente de mecanismos mais rígidos para coibir o financiamento de operações ilegais.

O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já foram acionados para investigar o envolvimento de instituições financeiras nesse esquema. Caso seja comprovada a facilitação de operações ilícitas, o FitBank poderá sofrer sanções severas, incluindo restrições operacionais e multas.

Impactos e Medidas Esperadas

Diante desse cenário, espera-se um endurecimento da fiscalização sobre fintechs e empresas de pagamento, que muitas vezes operam sob regulação menos rígida do que os bancos tradicionais. Além disso, a pressão sobre grandes instituições financeiras, como o JP Morgan, deve aumentar, exigindo maior transparência e controle sobre suas participações acionárias.

O caso também pode acelerar a definição de um marco regulatório mais sólido para o setor de apostas no Brasil, garantindo que apenas empresas devidamente autorizadas possam operar, e dificultando o fluxo de dinheiro para plataformas clandestinas.

Considerações Finais

O envolvimento do FitBank em transações de apostas ilegais destaca a vulnerabilidade do sistema financeiro diante de operações irregulares. A participação do JP Morgan no caso traz uma dimensão internacional ao problema, reforçando a necessidade de uma supervisão mais rigorosa sobre instituições financeiras e seus investimentos. A resposta das autoridades brasileiras a esse escândalo será um teste importante para a eficácia das políticas de regulação e combate a crimes financeiros no país.

Referências

  • Banco Central do Brasil
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • Relatórios sobre regulamentação do mercado de apostas e fintechs

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Nova Regra Permite Fiagro com Variedade Ampliada de Ativos

 Nova Regra Permite Fiagro com Variedade Ampliada de Ativos

O mercado de investimentos no agronegócio brasileiro acaba de ganhar um importante reforço com a entrada em vigor de novas regras para os Fundos de Investimento das Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro). A regulamentação amplia a gama de ativos que podem compor as carteiras desses fundos, tornando-os ainda mais atrativos para investidores e promovendo maior dinamismo no financiamento da produção agropecuária nacional.

Expansão do Leque de Investimentos

Com a nova regulamentação, os Fiagros agora podem operar com:

  • Cédula de Produto Rural (CPR), tanto física quanto financeira;
  • Exploração de imóveis rurais, permitindo o arrendamento e a valorização de propriedades agropecuárias;
  • Aquisição de participações em sociedades da cadeia produtiva do agronegócio;
  • Créditos de carbono do agronegócio e de descarbonização, expandindo a sustentabilidade do setor.

Essa diversificação possibilita que os investidores tenham acesso a um portfólio mais amplo, equilibrando riscos e potencializando retornos financeiros.

Regulação e Segurança para o Mercado

A nova regra foi consolidada por meio da Resolução 214 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), incorporada ao novo marco regulatório dos fundos de investimento. Esse avanço dá mais segurança jurídica aos investidores e incentiva a ampliação desse modelo de captação de recursos para o agronegócio.

Criado pela Lei 14.130/2021, o Fiagro já vinha apresentando crescimento expressivo, mas a regulamentação ainda era restritiva. Com essa evolução, os fundos poderão atuar de forma mais dinâmica, garantindo acesso a diferentes segmentos da cadeia produtiva agropecuária.

Crescimento do Fiagro no Brasil

A indústria de Fiagros tem se consolidado como uma das principais opções para o financiamento do setor agropecuário. Entre dezembro de 2022 e dezembro de 2024, o crescimento foi de impressionantes 315%, com o patrimônio líquido dos fundos saltando de R$ 10,5 bilhões para R$ 43,7 bilhões. Somente no último ano, houve um aumento de 39% no número de Fiagros operacionais, com 133 fundos ativos registrados na CVM.

Esse crescimento reforça o potencial da modalidade como alternativa ao crédito rural tradicional, reduzindo a dependência de financiamento estatal e permitindo que o agronegócio tenha acesso a recursos de forma mais ágil e menos burocrática.

Impacto para o Investidor e para o Agronegócio

A flexibilização das regras amplia o apelo dos Fiagros tanto para investidores institucionais quanto para pessoas físicas interessadas no setor agropecuário. Com maior variedade de ativos disponíveis, os fundos poderão oferecer diferentes estratégias de investimento, ajustadas ao perfil e objetivos dos participantes.

Para o agronegócio, a principal vantagem é o aumento da liquidez no mercado de crédito, tornando o financiamento da produção mais acessível e sustentável. Além disso, a possibilidade de negociação de créditos de carbono abre caminho para o fortalecimento de práticas agrícolas mais sustentáveis e para uma maior inserção do Brasil no mercado global de descarbonização.

A nova regulamentação dos Fiagros representa um avanço significativo para o financiamento do agronegócio brasileiro. Ao permitir uma maior diversificação dos ativos, a medida fortalece o setor, estimula novos investimentos e reduz a dependência de crédito estatal. Com um crescimento robusto nos últimos anos, os Fiagros se consolidam como uma ferramenta essencial para a modernização e expansão do agronegócio nacional.

Referências

  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • Lei 14.130/2021
  • Relatórios de mercado sobre Fiagros e financiamento agropecuário

#Fiagro #Agronegócio #Investimentos #MercadoFinanceiro #CVM #CréditoRural #Sustentabilidade #Carbono #ProduçãoAgropecuária #FundosDeInvestimento #FinanciamentoAgro #EconomiaRural

Auditoria da Previ: TCU Solicita Atas de Reuniões de Fukunaga e Diretoria

 Auditoria da Previ: TCU Solicita Atas de Reuniões de Fukunaga e Diretoria

A gestão do maior fundo de previdência privada do Brasil, a Previ, está sob intensa fiscalização. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o acesso às atas de reuniões da diretoria e dos conselhos Fiscal e Deliberativo, aprofundando a investigação sobre possíveis irregularidades que levaram a um prejuízo estimado em R$ 14 bilhões.

Motivos da Investigação

A auditoria foi motivada por preocupações levantadas pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, que manifestou sérias dúvidas sobre a condução dos investimentos da Previ em 2024. O objetivo é verificar quais decisões levaram à expressiva perda financeira e se houve falhas na governança ou na estratégia de alocação de ativos.

Além do impacto financeiro, o TCU também investiga a indicação de João Fukunaga para a presidência da Previ. Concursado do Banco do Brasil, Fukunaga construiu sua trajetória atuando como secretário do Sindicato dos Bancários de São Paulo, o que levanta questionamentos sobre possíveis interferências políticas na administração do fundo.

O Que Está em Jogo?

A Previ administra um dos maiores patrimônios do país, sendo responsável pelo futuro previdenciário de milhares de funcionários do Banco do Brasil e seus familiares. A perda bilionária gera preocupações quanto à sustentabilidade do fundo e possíveis impactos para seus beneficiários.

Os técnicos do TCU estão analisando detalhadamente os investimentos realizados e se houve influência política nas decisões da diretoria. Caso sejam detectadas irregularidades, a apuração poderá resultar em sanções e mudanças na administração do fundo.

Precedentes e Possíveis Consequências

Se comprovada má gestão, a Previ poderá sofrer intervenção ou medidas de correção impostas pelo TCU. O caso pode também abrir precedentes para uma revisão das normas de governança de fundos de pensão, buscando maior profissionalismo e independência administrativa.

Além disso, a fiscalização sobre investimentos de alto risco em fundos de pensão deve se tornar mais rigorosa. A transparência na gestão desses recursos é essencial para garantir a segurança financeira dos participantes e evitar prejuízos de grande escala.

O aprofundamento das investigações pelo TCU sobre a gestão da Previ demonstra a crescente preocupação com a solidez dos fundos de previdência e sua governança corporativa. Independentemente do desfecho, o caso reforça a necessidade de mais transparência e responsabilidade na administração dos recursos previdenciários, garantindo a proteção dos beneficiários e a estabilidade do sistema.

Referências

  • Tribunal de Contas da União (TCU)
  • Relatórios de gestão da Previ
  • Estudos sobre governança de fundos de pensão no Brasil

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Ex-Banqueiros do Credit Suisse São Banidos do Reino Unido por Fraude Milionária

 Ex-Banqueiros do Credit Suisse São Banidos do Reino Unido por Fraude Milionária

A Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) determinou o banimento definitivo de dois ex-executivos seniores do Credit Suisse do sistema financeiro britânico. A decisão decorre do envolvimento dos banqueiros em um esquema de corrupção internacional conhecido como "fraude do atum", que desviou milhões de dólares em subornos e levou a severas penalidades contra o banco suíço.

O Caso e as Acusações

Os ex-executivos Andrew Pearse e Surjan Singh admitiram, em 2019, participação ativa em um esquema fraudulento que envolvia a concessão de aproximadamente US$ 1,3 bilhão em empréstimos do Credit Suisse a empresas estatais de Moçambique. Em troca, os executivos receberam propinas milionárias. Pearse confessou ter participado de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e recebido mais de US$ 45 milhões em subornos. Singh também admitiu sua participação e revelou ter recebido pelo menos US$ 5,7 milhões em pagamentos ilícitos.

A fraude envolveu transações financeiras estruturadas para mascarar desvios de recursos, prejudicando diretamente a economia de Moçambique. O escândalo comprometeu a reputação do país no mercado internacional, levando a um colapso econômico e à suspensão de financiamentos estrangeiros.

Impacto no Credit Suisse e Penalidades Aplicadas

O escândalo resultou em severas penalidades para o Credit Suisse. Em 2021, o banco suíço aceitou pagar aproximadamente US$ 475 milhões às autoridades britânicas e americanas para encerrar investigações sobre suborno e fraude. Além disso, comprometeu-se a perdoar US$ 200 milhões em dívidas de Moçambique, como forma de compensação pelos danos causados.

A decisão da FCA de banir Pearse e Singh reforça o compromisso das autoridades britânicas com a integridade do sistema financeiro. Segundo o regulador, os ex-banqueiros “não são adequados para atuar no setor financeiro” devido ao seu histórico de envolvimento em práticas ilícitas.

Repercussão e Reflexos no Mercado Financeiro

O escândalo do Credit Suisse destaca a fragilidade dos sistemas de compliance e governança corporativa em algumas das maiores instituições financeiras do mundo. Grandes bancos têm sido constantemente pressionados a reforçar seus mecanismos de supervisão para evitar esquemas fraudulentos que minam a confiança no setor.

Para os investidores, o caso serve como um alerta sobre os riscos associados a práticas financeiras obscuras. Instituições bancárias que negligenciam a conformidade com normas internacionais de transparência e controle podem sofrer sanções severas, prejudicando sua credibilidade e valor de mercado.

Considerações Finais

A punição dos ex-banqueiros do Credit Suisse representa um marco na luta contra a corrupção no setor financeiro global. O desdobramento do caso também reforça a necessidade de maior rigor regulatório e de políticas internas mais eficientes para evitar fraudes que possam comprometer economias inteiras. O episódio evidencia que, apesar da sofisticação do mercado financeiro, a vigilância contínua e a aplicação rigorosa das leis ainda são essenciais para preservar a integridade do sistema bancário internacional.

Referências

  • Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA)
  • Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ)
  • Relatórios sobre governança corporativa e compliance no setor financeiro

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STJ Condena KPMG a Pagar Indenização Milionária a Investidor

 STJ Condena KPMG a Pagar Indenização Milionária a Investidor

Em uma decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) responsabilizou a renomada empresa de auditoria KPMG e um de seus sócios pelo prejuízo milionário sofrido por um investidor que adquiriu títulos de um banco posteriormente intervencionado pelo Banco Central. O caso levanta um importante debate sobre o papel das auditorias externas e os riscos que investidores correm ao confiar cegamente em pareceres sem ressalvas.

A Responsabilidade da KPMG no Caso

A condenação se deu porque a KPMG validou as demonstrações financeiras do Banco BVA sem qualquer ressalva. Isso levou um investidor do setor agropecuário a adquirir R$ 3,5 milhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) da instituição. Poucos meses depois, o Banco Central decretou intervenção no BVA, expondo a fragilidade da auditoria e demonstrando que os demonstrativos financeiros não refletiam adequadamente a real situação do banco.

Com base nessa omissão, o STJ determinou que a KPMG e um de seus sócios arquem com a indenização superior a R$ 10 milhões ao investidor, valor que inclui atualização monetária e honorários de sucumbência, descontados os montantes recuperados via Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Precedente Importante para o Mercado

A decisão do STJ cria um precedente relevante para o mercado financeiro, pois reforça a responsabilidade das auditorias externas na verificação da veracidade das informações contábeis apresentadas pelas instituições financeiras. Até então, o entendimento era de que auditorias não possuíam responsabilidade direta sobre eventuais prejuízos sofridos por investidores.

De acordo com Elisa, especialista no setor financeiro, a condenação sinaliza um endurecimento das exigências regulatórias: "Embora a KPMG alegue que não é garantidora dos dados auditados, sua obrigação é assegurar que as demonstrações financeiras sejam fidedignas e reflitam a realidade da empresa analisada". O fato de um dos sócios da KPMG ter firmado um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), afastando-se de suas atividades por dois anos, reforça o reconhecimento de falhas na auditoria realizada.

O Que Muda para Investidores e Auditorias?

Com essa decisão, investidores devem ter mais segurança ao avaliar demonstrações financeiras auditadas, uma vez que as auditorias agora podem ser responsabilizadas por erros ou omissões que levem a prejuízos significativos. Já para as firmas de auditoria, o caso pode resultar em um aumento do rigor no processo de certificação de balanços, bem como no fortalecimento da fiscalização sobre essas atividades.

O episódio também reforça a importância de a CVM e outras autoridades reguladoras aprimorarem a supervisão do mercado de auditorias, garantindo que a transparência financeira seja de fato respeitada e que falhas como essa não se repitam no futuro.

Considerações Finais

O julgamento do STJ envia uma mensagem clara: auditorias que certificam demonstrativos financeiros de empresas, especialmente do setor bancário, precisam garantir a veracidade das informações prestadas. O caso da KPMG deve servir como alerta para que investidores adotem uma postura mais criteriosa ao analisar balanços e escolher onde alocar seus recursos. Em um mercado cada vez mais complexo, a confiança deve ser baseada em transparência e responsabilidade, e não em pareceres que podem ocultar riscos significativos.

Referências

  • Supremo Tribunal de Justiça (STJ)
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • Relatórios sobre auditoria e governança corporativa no setor financeiro

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Irmãos Produtores em MT e Empresários em SP Entram em Recuperação Judicial por R$ 75 Milhões em Dívidas


A crise financeira no setor agropecuário tem levado diversas empresas e produtores rurais a situações de extrema dificuldade. Um dos casos mais recentes envolve os irmãos Lucas Noronha Galli e Matheus Noronha Galli, que recorreram à recuperação judicial para evitar a falência de suas empresas, acumulando um passivo superior a R$ 75 milhões. O episódio evidencia desafios estruturais do agronegócio brasileiro e reforça a necessidade de gestão financeira eficiente em tempos de mercado instável.

Fatores que Levaram à Recuperação Judicial

A trajetória de endividamento dos Galli ilustra um cenário recorrente entre produtores rurais que enfrentam dificuldades diante da volatilidade do mercado. Entre os fatores determinantes para a crise, destacam-se:

  • Queda nos preços das commodities: A redução no valor da soja e da arroba bovina impactou diretamente a rentabilidade das atividades agropecuárias, reduzindo as margens de lucro e dificultando o pagamento de dívidas.
  • Mudanças climáticas adversas: As variações climáticas severas afetaram a produtividade agrícola, agravando a situação financeira de muitos produtores.
  • Juros elevados e restrição de crédito: A escassez de financiamento acessível e o encarecimento do crédito tornaram ainda mais desafiadora a sustentabilidade dos negócios rurais. No caso dos Galli, mais de R$ 40 milhões da dívida estão atrelados ao Banco do Brasil.

Estrutura Patrimonial e Distribuição das Dívidas

O grupo empresarial dos irmãos inclui a Fazenda Irani, localizada em Itiquira (MT), e a empresa Galli & Galli Imóveis Ltda., com sede em São Paulo. O endividamento acumulado levou à impossibilidade de honrar compromissos financeiros, tornando inevitável o pedido de recuperação judicial.

A crise vivida pelos Galli não é um caso isolado. Pequenos e médios produtores enfrentam desafios semelhantes, agravados por políticas públicas ineficientes e dificuldades no acesso ao crédito rural em condições justas.

O Que Esperar para o Futuro?

Diante desse cenário, a recuperação judicial surge como uma alternativa para reestruturação das dívidas, permitindo que a empresa continue operando enquanto negocia novos prazos e condições com credores. No entanto, a sustentabilidade a longo prazo dependerá de mudanças na forma como os produtores gerenciam seus negócios.

Para evitar colapsos financeiros no setor, é fundamental que haja um planejamento mais rigoroso, maior profissionalização na gestão e diversificação de fontes de financiamento. Além disso, políticas de incentivo ao produtor rural devem focar na redução de burocracias e no acesso a linhas de crédito com juros compatíveis com a realidade do campo.

O caso dos irmãos Galli reflete um problema maior no agronegócio brasileiro: a necessidade urgente de planejamento estratégico e gestão eficiente para enfrentar períodos de baixa rentabilidade. Enquanto muitos produtores rurais continuam a depender de crédito caro e volátil, sem estrutura financeira robusta, o risco de novas recuperações judiciais continuará crescendo.

Referências

  • Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
  • Relatórios do Banco Central sobre crédito rural
  • Levantamento de recuperação judicial no setor agropecuário (2024)

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Bancos Reforçam Modelo Híbrido e Não Preveem Retorno Total aos Escritórios


A pandemia transformou profundamente as relações de trabalho, e o setor bancário brasileiro tem adotado um modelo híbrido de trabalho que parece ter vindo para ficar. Enquanto grandes bancos internacionais tentam forçar o retorno total aos escritórios, as principais instituições financeiras do Brasil reforçam o modelo flexível, reconhecendo seus benefícios tanto para os funcionários quanto para a própria organização.

Custos e Produtividade em Debate

Diferente do que se imaginava no início da pandemia, a manutenção do trabalho remoto não representou um aumento significativo de custos para os bancos. Algumas instituições devolveram parte dos espaços alugados, reduzindo despesas operacionais. No entanto, a mensuração da produtividade segue sendo um desafio. Muitas instituições preferem avaliar a entrega de resultados e a satisfação dos clientes, em vez de tentar quantificar a produtividade no ambiente remoto.

Segundo Soraya Turra, do Bradesco, "não há dados totalmente confiáveis sobre produtividade no home office, mas os resultados gerais mostram que os clientes continuam sendo bem atendidos e os objetivos estratégicos estão sendo alcançados".

O Panorama dos Principais Bancos

Cada banco estabeleceu regras próprias para o modelo híbrido, buscando um equilíbrio entre trabalho remoto e presencial:

  • Itaú: Aproximadamente 61% dos colaboradores administrativos estão no modelo híbrido, com exigência mínima de oito dias presenciais por mês.
  • Bradesco: 77% dos funcionários operam no modelo híbrido, com a maioria passando mais dias no escritório do que em casa.
  • Banco do Brasil: Adota um modelo híbrido com três dias de home office por semana e dois presenciais, e estuda ampliar essa estratégia para unidades digitais.
  • Caixa Econômica Federal: O modelo híbrido é regulamentado internamente, com cada vice-presidência determinando diretrizes específicas.
  • Santander: Permite home office duas vezes por semana para funções administrativas, com exceções para áreas como tecnologia.

Flexibilidade como Diferencial Competitivo

O setor bancário sempre foi tradicionalmente resistente a mudanças estruturais, mas a realidade do mercado de trabalho e a necessidade de retenção de talentos estão forçando uma nova abordagem. Empresas que insistem em um retorno total ao modelo presencial podem perder competitividade na atração de profissionais qualificados. A flexibilidade se tornou um critério essencial para muitos trabalhadores, que buscam maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

O futuro do trabalho no setor financeiro parece estar consolidado em um modelo híbrido, onde os bancos buscam extrair o melhor de ambos os formatos. Ainda que algumas mudanças possam ocorrer nos próximos anos, a tendência aponta para a continuidade dessa nova forma de organização do trabalho, alinhando-se à evolução digital e às novas demandas do mercado.

Referências

  • Relatórios internos de produtividade dos bancos brasileiros
  • Declarações de executivos do setor financeiro
  • Estudos de mercado sobre tendências no trabalho pós-pandemia

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Pedidos de Recuperação Judicial no Agronegócio Devem Seguir em Alta em 2025


O agronegócio brasileiro, motor da economia nacional, enfrenta um cenário desafiador que deve se agravar em 2025. O aumento dos pedidos de recuperação judicial no setor reflete uma crise que combina fatores econômicos, financeiros e estruturais, tornando evidente a necessidade de mudanças estratégicas e políticas mais eficazes para garantir a sustentabilidade dos produtores rurais.

Crise no Crédito e Impacto nos Produtores

Em 2024, 295 empresas do setor agropecuário recorreram à recuperação judicial no último trimestre, um aumento de 38,49% em relação ao ano anterior. Essa tendência não dá sinais de reversão. Entre os principais fatores que levam à insolvência dos produtores estão a queda nos preços das commodities agrícolas e da arroba bovina, além do encarecimento do crédito rural.

A retração na concessão de crédito por parte das instituições financeiras tem obrigado muitos produtores a buscarem alternativas nos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. No entanto, a redução da concorrência levou ao encarecimento das taxas de juros, tornando o custo do dinheiro ainda mais proibitivo. Para muitos, especialmente os pequenos e médios produtores, esse cenário inviabiliza a continuidade das operações sem recorrer a reestruturações financeiras drásticas.

Falta de Profissionalização e Gestão Familiar

Outro fator determinante para a fragilidade financeira do setor é a predominância de negócios familiares sem profissionalização adequada. Muitas propriedades agrícolas operam sem planejamento financeiro estruturado, deixando-se vulneráveis a oscilações do mercado e crises climáticas. Esse problema é ainda mais evidente entre os pequenos produtores, que não possuem reservas de capital para períodos de baixa rentabilidade.

Setores Mais Afetados e Distribuição Geográfica

Entre as atividades mais impactadas, o cultivo de soja lidera os pedidos de recuperação judicial, seguido pela criação de bovinos de corte e o cultivo de cana-de-açúcar. Estados como Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso concentram o maior número de empresas em dificuldades, reflexo da forte dependência dessas regiões da produção agropecuária e da maior exposição às oscilações do mercado internacional.

Perspectivas para 2025 e Alternativas para o Setor

A expectativa para 2025 não é animadora. Sem mudanças substanciais na política de crédito e sem incentivos para maior eficiência operacional, o número de recuperações judiciais deve continuar crescendo. A saída para muitos produtores pode estar na adoção de modelos de gestão mais modernos, como o uso de tecnologia para previsibilidade financeira e diversificação de culturas.

Além disso, a ampliação do acesso ao mercado internacional e a busca por novos arranjos de financiamento, como cooperativas de crédito e investidores privados, podem ser caminhos para mitigar os riscos e garantir a continuidade da produção agropecuária no Brasil.

Considerações Finais

O agronegócio sempre foi um dos pilares da economia nacional, mas precisa se adaptar às novas realidades econômicas. A dependência excessiva de crédito público, combinada com a gestão ineficiente de muitos empreendimentos, está tornando o setor mais vulnerável a crises financeiras. Se políticas eficazes não forem adotadas e os produtores não investirem em maior profissionalização, o Brasil pode ver um impacto ainda mais severo no setor agrícola nos próximos anos.

Referências

  • Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

  • Banco Central do Brasil

  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

  • Relatórios de Mercado do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada)

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quarta-feira, 5 de março de 2025

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terça-feira, 4 de março de 2025

Por que me deixou só?


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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

PIX por aproximação

 

O Banco do Brasil acaba de lançar o PIX por aproximação, uma inovação que promete simplificar os pagamentos eletrônicos. 🏦 Em parceria com a Cielo S.A., essa novidade permite que os usuários realizem pagamentos apenas aproximando o celular das maquininhas, sem a necessidade de usar QR Code. Essa modalidade ainda está em fase piloto, sendo testada em alguns estabelecimentos de Brasília e São Paulo. 📍

Inicialmente, o PIX por aproximação está disponível apenas para um grupo restrito de clientes, que poderão testar a eficiência dessa nova forma de pagamento. 💳 Esse modelo de teste é importante para garantir que o serviço funcione de forma adequada antes de ser ampliado para todos os correntistas. A expectativa é que, até novembro de 2024, o serviço esteja disponível para todos os clientes do Banco do Brasil. 📅

A introdução dessa tecnologia também sinaliza um movimento estratégico do Banco do Brasil em se antecipar às diretrizes do Banco Central do Brasil (BC). 🔍 O BC planeja uma implementação nacional do PIX por aproximação apenas em fevereiro de 2025, o que faz do Banco do Brasil um dos pioneiros nesse tipo de transação. 🚀 Essa antecipação pode fortalecer a posição do banco no mercado financeiro, ampliando a base de usuários adeptos do PIX.

A principal vantagem do PIX por aproximação é a agilidade. ⏱️ Ao contrário do método tradicional de PIX por QR Code, onde é necessário abrir o aplicativo, escanear o código e confirmar a transação, agora basta que o cliente aproxime o celular da maquininha e confirme o pagamento rapidamente. 📲 Esse novo sistema é especialmente vantajoso para transações de até R$ 200, que podem ser finalizadas com apenas alguns toques na tela. 👆

No cenário competitivo, outros bancos também estão se movimentando. O Santander, por exemplo, anunciou que iniciará seus testes com PIX por aproximação também em novembro. 🏅 Isso demonstra um interesse crescente das instituições financeiras em oferecer novas formas de pagamento digital, acompanhando a transformação digital no setor bancário. 🔄

Ao adotar essa tecnologia, o Banco do Brasil reforça seu compromisso com a inovação e a melhoria da experiência de seus clientes. 🏅 A parceria com a Cielo S.A. foi fundamental para viabilizar essa integração e, em breve, espera-se que essa funcionalidade esteja disponível para todos os brasileiros. 🇧🇷 Essa é uma evolução significativa para o sistema de pagamentos do país, que se consolida como um dos mais modernos do mundo.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Limite de Trabalho em Progresso - Kanban

 Era uma vez, numa galáxia muito, muito distante, um mestre chamado Etchechurry 🌌.

 

Ele era conhecido por sua sabedoria e habilidade em ensinar as práticas do Kanban a todos os Jedi e Sith que buscavam melhorar seus processos. Vamos embarcar nessa jornada e descobrir como o Kanban pode transformar o fluxo de trabalho, com a ajuda de personagens icônicos de Star Wars! 🚀

 

Visualizar é a primeira prática que Etchechurry ensina. Imagine o Mestre Yoda 🧙‍♂️ tentando coordenar os Jedi sem um mapa da galáxia. Seria um caos! No Kanban, a visualização é essencial para a colaboração e para identificar oportunidades de melhoria. Assim como um holograma de batalha, um quadro Kanban torna o trabalho visível para todos, promovendo a transparência e a cooperação. 📊

 

A segunda lição é sobre o Limite de Trabalho em Progresso (WIP). Pense no Han Solo 🚀 tentando pilotar a Millennium Falcon enquanto conserta o hiperdrive e negocia com Jabba the Hutt. Não dá, né? No Kanban, limitar o WIP ajuda a equilibrar a carga de trabalho e garantir um fluxo contínuo. Quando os recursos estão sobrecarregados, o fluxo diminui, assim como uma rodovia congestionada. 🛣️

 

Etchechurry também fala sobre Gerenciamento de Fluxo. Imagine o Darth Vader 🦹‍♂️ tentando construir a Estrela da Morte sem um plano claro. O gerenciamento de fluxo no Kanban garante que o trabalho flua suavemente, identificando e eliminando gargalos. Isso é crucial para manter a eficiência e a produtividade. ⚙️

 

Outra prática importante é Tornar as Políticas Explícitas. Assim como as regras do Conselho Jedi, as políticas no Kanban devem ser claras e conhecidas por todos. Isso ajuda a alinhar expectativas e garantir que todos estejam na mesma página. 📜

 

Implementar Feedback Loops é a quinta prática. Pense no Luke Skywalker 🧑‍🚀 treinando com Yoda. O feedback constante é essencial para o aprendizado e a melhoria contínua. No Kanban, os feedback loops ajudam a ajustar e melhorar os processos regularmente. 🔄

 

Por fim, Etchechurry destaca a importância de Melhorar Colaborativamente e Evoluir Experimentalmente. Assim como a Aliança Rebelde, que constantemente se adapta e evolui para enfrentar o Império, as equipes Kanban devem colaborar e experimentar novas abordagens para melhorar continuamente. 🤝

 

E assim, com a sabedoria de Etchechurry e a ajuda dos heróis de Star Wars, qualquer equipe pode dominar as práticas do Kanban e alcançar novos patamares de eficiência e colaboração! 🌟

 

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Circular Bacen 3.978: Segurança ou Obstáculo? 🚧

A Circular Bacen 3.978, publicada em 2020, tem como objetivo principal a prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. 🛡️ No entanto, sua implementação levanta questões sobre a intervenção regulatória e os impactos na liberdade econômica das empresas e indivíduos. A exigência de regularidade do CPF ou CNPJ para a emissão de boletos bancários e outras operações financeiras cria barreiras para aqueles com pendências junto à Receita Federal. 📊

 

A circular exige a identificação e verificação contínua dos clientes, monitoramento das transações, manutenção de registros detalhados e treinamento de funcionários para identificar e reportar atividades suspeitas. 🔍 Com a crescente popularidade dos criptoativos, surgem novos desafios para a segurança financeira devido à sua natureza descentralizada e potencial para uso em atividades ilícitas. 💰

 

Alguns argumentam que a exigência de regularidade cadastral para a emissão de boletos bancários pode ser vista como uma sanção política, criando barreiras para o acesso a serviços financeiros essenciais e o desenvolvimento da atividade econômica. 🏦 Além disso, a imposição de restrições excessivas pode estimular a informalidade, prejudicando a arrecadação tributária e a proteção ao consumidor. 📉

 

Embora a Circular Bacen 3.978 tenha um propósito legítimo, seus efeitos colaterais podem prejudicar a liberdade econômica e incentivar a informalidade. A inclusão de critérios como a regularidade fiscal cadastral para a emissão de boletos bancários é vista como uma sanção política, violando princípios constitucionais. ⚖️

 

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Referências: 1 Circular Bacen 3.978: segurança, obstáculo ou sanção política? Consultor Jurídico. 18 de agosto de 2024. 2 Banco Central do Brasil. Circular n° 3.978 de 23/1/2020. Publicada no DOU de 24/1/2020.


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